Início
Cuidar da classe média é chave para travar mais pessoas nas ruas em Portugal, diz Lígia Teixeira
8 de dez. de 2025
🏠 Alerta importante em Portugal: se a classe média não for protegida agora, mais gente pode acabar nas ruas nos próximos anos. Quem diz é Lígia Teixeira, portuguesa que lidera o Center for Homelessness Impact no Reino Unido, em conversa recente com a CNN Portugal.
O ponto central: ficar sem casa raramente é um “estalo” de um dia para o outro. Leva cerca de 10 anos de apertos sucessivos até alguém chegar à rua. Por isso, prevenir é a palavra-chave — e passa por habitação acessível, saúde que não empurre famílias para a pobreza e dados de qualidade para orientar políticas públicas. 📊
Habitação é direito (e casa de verdade, não abrigo) 👉 Lígia defende que colocar pessoas em abrigos é caro e pouco eficaz (em Nova Iorque, custa mais de 3 mil milhões de dólares/ano). O que funciona é dar casa permanente. E derrubar o mito de que “tem gente que não está pronta para morar numa casa” — isso é estigma, diz ela.
Saúde pesa no orçamento 🏥: mesmo com o SNS, muitos custos indiretos e copagamentos podem empurrar quem já está no limite. No Reino Unido, pessoas com baixos rendimentos são isentas de vários custos de saúde — um alívio que, segundo Lígia, reduz o risco de alguém deslizar para a rua.
Portugal tem comunidade forte 🇵🇹 (vantagem!) — mas falta execução e dinheiro. Há estratégia nacional para sem-abrigo, porém sem orçamento suficiente. E faltam sistemas de informação para saber onde investir melhor. Sem dados bons, o dinheiro não chega onde precisa.
Construir mais (e nos lugares certos) 🧱: o Reino Unido patina com metas de habitação social e estuda regulação e incentivos ao setor da construção. Portugal pode aprender com isso e também avaliar o impacto de plataformas como Airbnb nas cidades. Lígia ainda sugere soluções criativas, como incentivar mudança para zonas rurais com melhor custo de vida, quando fizer sentido.
Famílias em quartos: sinal vermelho 🚨: viver apertado é mais do que desconforto; pode marcar o futuro das crianças, que têm maior risco de enfrentar sem-abrigo amanhã. Resposta urgente: identificar rápido essas famílias e garantir casa, emprego e apoio escolar (especial atenção a lares monoparentais).
Migração e política 🌍: apertar regras costuma dar o efeito contrário — deixa pessoas mais vulneráveis e aumenta quem dorme na rua. Quando o clima político aperta, sociedade civil e filantropia ganham papel ainda maior com casa, apoio legal e integração.
Combater o estigma 🧠: a maioria das pessoas sem-abrigo não é dependente de drogas. Muitas são trabalhadores e mães solo com rede frágil. Mudar a forma como mostramos essas pessoas em fotos e notícias ajuda a virar a chave.
Resumo da ópera 🎯: cuidar da classe média (especialmente a baixa) agora é o antídoto para não ver as ruas lotadas no futuro. E quando alguém volta a ter casa, toda a comunidade ganha — segurança, economia local e convivência melhor.
O que muda para você? Se vive em Portugal e sente o orçamento no limite, prevenir hoje pode evitar sufoco amanhã. E se chegou há pouco do Brasil, saber onde pedir ajuda faz toda a diferença.
O que fazer agora? ✅
• Habitação acessível: veja se pode candidatar-se ao Programa de Arrendamento Acessível e ao Porta 65 Jovem (se cumprir critérios). Procure também o gabinete de habitação da sua Câmara Municipal.
• Apoio social imediato: procure o SAAS (Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social) da Segurança Social e entidades como Santa Casa, DECO (mediação com senhorio) e organizações locais.
• Saúde sem susto: verifique isenção de taxas moderadoras e benefícios em medicamentos comparticipados se tiver baixos rendimentos.
• Documentação e migração: busque apoio no AIMA e nos CLAIM (Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes). ONGs úteis: Crescer, CASA, Comunidade Vida e Paz, Médicos do Mundo.
• Se mora em quarto com crianças: converse com a escola sobre apoio escolar extra e com a Câmara sobre prioridade habitacional.
• Organize provas: guarde recibos de renda, contratos, avisos do senhorio e despesas — isso ajuda a acessar apoios.
• Planeje 6–12 meses: monte um plano de estabilidade (reserva, renegociação de renda, trabalho extra temporário) para atravessar o ciclo caro de habitação.
Insight prático acionável 💡: hoje mesmo, liste seus custos de moradia, confira se tem direito a isenções no SNS e faça uma visita ao gabinete de habitação da sua Câmara. Um pedido de apoio agora pode evitar um problemão lá na frente. 😉






