Início
No Dia do Migrante, carta denuncia indiferença que normaliza racismo em Portugal e pede vias rápidas de documentação
18 de dez. de 2025
💬 Sabe quando o silêncio fala mais alto? No Dia Mundial dos Migrantes, um grupo de imigrantes e descendentes em Portugal publicou uma carta aberta que coloca o dedo na ferida: a indiferença que acaba por normalizar o racismo e a xenofobia no dia a dia. Não é só sobre insultos e discursos agressivos; é também sobre os gestos “sutis” que excluem.
🧭 A carta, promovida pela plataforma Consenso Imigração, alerta para a agenda pública e política que tem visado quem não nasceu em Portugal e para o crescimento dos discursos anti-migração. Como disse um dos promotores, Tcherno Baldé (guineense, em Portugal desde 2012): há muito barulho sobre imigração, mas pouco espaço para ouvir quem vive isso na pele.
🎯 O objetivo é simples e urgente: criar um ambiente coletivo em que imigrantes possam trazer suas histórias para o debate e serem considerados nas políticas públicas. Para isso, os autores defendem:
• Reconhecimento do trabalho dos imigrantes e coragem para enfrentar o racismo e a xenofobia, até quando aparecem de forma discreta.
• Vias claras, céleres e humanas de documentação — menos burocracia, mais dignidade.
• Investimento real na integração: ensino da língua, habitação, participação social e política, reconhecimento de qualificações e mediação cultural.
• Recusa de narrativas que colocam uns contra os outros.
🧩 Em outras palavras: não basta “não ser” racista; é preciso agir para que a indiferença não vire regra. A carta é um chamado para que Portugal ouça, inclua e aja.
O que muda para você? Se vive em Portugal como imigrante (ou pensa em ir), esse movimento reforça a importância de processos mais rápidos de documentação e de políticas de integração que funcionem na prática. E lembra: você tem direitos.
🛠️ O que fazer agora?
• 📁 Organize sua documentação: mantenha passaporte, contratos e comprovantes sempre digitalizados. Isso acelera qualquer pedido ou renovação.
• 🧾 Registre incidentes: sofreu discriminação? Anote data, local, testemunhas e guarde provas. Denuncie à PSP/GNR e aos canais oficiais contra discriminação (procure “denúncia racismo Portugal” nos portais do Governo para links atualizados).
• 🗣️ Participe: envolva-se com associações de imigrantes e iniciativas locais. Sua história tem força.
• 🇵🇹 Português na prática: busque cursos gratuitos de língua promovidos por escolas, autarquias e organizações locais — isso abre portas no trabalho e na cidadania.
• 🧠 Informe-se: acompanhe atualizações de documentação e integração nos canais oficiais (ex.: AIMA) e verifique prazos, balcões e formulários antes de cada passo.
🤝 Não está só. Informação certa, documentos em dia e rede de apoio fazem toda a diferença. E, sim, ser ouvido é o primeiro passo para ser respeitado. 💙





